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MOTIVAÇÃO NO CANTEIRO

SEGURANÇA DO TRABALHO

Data: 21/11/2014

MOTIVAÇÃO NO CANTEIRO

Motivação no canteiro








   Para melhorar as condições de trabalho, um dos aspectos cruciais é a intervenção do gestor da obra, pois a ele cabe a responsabilidade de liderar o processo de mitigação dos riscos das tarefas a serem executadas. Entretanto, como é o trabalho de um gestor de obra com relação a esse assunto tão importante para a condução dos negócios da empresa? Em muitos casos, ainda hoje, incipiente. Há que se pensar em vários motivos para isso:


   Liderança: o gestor, apesar de alguns anos trabalhando com obras, consegue comandar as pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos? Ele aglutina, une para que juntos possam alcançar os objetivos do grupo? Ele sabe motivar as pessoas para colocarem toda a sua potencialidade no trabalho?






O gestor da obra precisa vencer a resistência às medidas de segurança




 


   Maturidade: o gestor de obra deve entender que precisa aprender sempre e que as empresas exigem cada vez mais líderes que saibam trabalhar com poucos recursos e em curto espaço de tempo. A principal diferença deste tipo de liderança em relação às demais são as habilidades em diagnosticar o liderado, considerando o seu desempenho nas tarefas que ele executa.


   Conhecimento: o gestor de obras precisa ter o conhecimento mínimo sobre segurança do trabalho. Deve não só saber legislação e normas, mas ter a expertise para transformar as exigências em prática, para que a obra seja mantida em condições seguras para aqueles que nela trabalham.


   Perfil Comportamental: o gestor da obra geralmente tem o perfil “guerreiro”. Isso o faz ultrapassar barreiras com muita facilidade, para alcançar seus objetivos. Entretanto, na busca desse resultado, quebra regras importantes, passando por cima de projetos, normas, leis e recomendações internas, o que, na maioria das vezes, pode gerar acidentes.


   Relações Interpessoais: o gestor de obra desenvolve suas relações interpessoais promovendo o processo de interação na obra? Em situações de trabalho, usa de sentimentos positivos de simpatia, respeito e confiança, provocando o aumento de interação e de cooperação favoráveis ao trabalho em equipe, que resultará em maior produtividade? Ou na maioria das vezes usa sentimentos negativos como antipatia, desconfiança e rejeição?


   Compaixão: O gestor de obras está preparado para entender as dificuldades do outro? Há algum fator predeterminante a permitir que o trabalho seja realizado à custa da dor e do sofrimento de alguém? O acidente de trabalho traz uma série de prejuízos e dor para a pessoa que o sofre.


Podem ser lesões permanentes que o impossibilitarão de trabalhar na plenitude de sua potencialidade, muitas vezes modificando sua vida para sempre. Isso nos faz lembrar da palavra “compaixão”, que traduz um sentimento desperto pela infelicidade e pela dor. É sofrer com o outro. Ser afetado pelo sofrimento do outro. Ter compaixão é mostrar generosidade pelo próximo.


   Por estes motivos, diminuir as resistências à segurança do trabalho é fundamental para a boa gestão da obra.






Fonte desta matéria: Revista Notícias da Construção do SindusCon-SP, publicada por José Carlos de Arruda Sampaio que  é consultor de empresas e diretor da JDL Qualidade, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente


 

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