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BIM Transforma Processos na CCDI

Data: 08/01/2016

BIM Transforma Processos na CCDI

BIM TRANSFORMA PROCESSOS NA CCDI




   Recém-chegado ao cargo de diretor de Engenharia e Sistemas de Gestão da Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), Luiz Augusto Iervolino Pereira recebeu em 2012 a desafiadora missão de, por meio do uso do BIM, tirar a empresa do rol das 97,5% das empresas imobiliárias com problemas de gestão de prazo e de custo.


   Vindo de uma longa carreira na Construtora Camargo Correa, Luiz Pereira uniu sua experiência de gestão de projetos aos recursos da ferramenta BIM, que organiza e integra as informações de todas as disciplinas, incluindo pessoas, tecnologia e processos.


   A primeira fase do projeto incluiu mais de 30 visitas a empresas que utilizavam softwares BIM, na busca pelo parceiro ideal para o tamanho do negócio. Quando decidiu utilizar um software da Autodesk, ainda não disponível no Brasil, a CCDI fez questão de levar o time de TI ao campo, e a obra ao escritório. “Colocamos a empresa inteira para conversar, adequamos todos os processos e criamos um novo modelo de construção envolvendo planejamento, qualidade, saúde, segurança etc.”, lembra Pereira.


   Foram descritas as diversas ordens de serviços (OS) para cada um dos tipos de vigas, lajes, pilares etc. A CCDI desenvolveu uma nova EAP completa, descrevendo todos os serviços possíveis para edifícios comerciais, galpões e residências, com todos os elementos necessários para planejar a obra. Para cada um dos elementos, como por exemplo a laje, foram vinculados os serviços a ele relacionados, item a item, como código, informações paramétricas e geométricas e como devem ser modelados.


   A CCDI, atualmente, utiliza o processo BIM de forma parcial em quatro projetos em construção – um edifício comercial em São Bernardo do Campo e três edifícios residenciais na capital. Entre os diferenciais, os empreendimentos contam com o BIM Field, ferramenta que leva o aparato de gestão para o campo, por meio de tablets, com realidade aumentada.


   Com isso, os mestres de obras têm à mão todas as informações das OS e podem tirar fotos da não conformidade, que vão gerar dois check lists – feito e bem feito, equivalentes à checagem de qualidade; e, apenas após a validação dos dois campos, é gerado o saldo de pagamento dos fornecedores.


   Como resultados, antecipação de problemas, economia de cerca de 4% de custos, obra em dia, integração das equipes, 16% de aumento de presença na frente de serviços, unificação de informações, redução de consumo de papel equivalente a uma árvore por torre construída.


   Agora, o objetivo da CCDI é que novos projetos sejam totalmente desenvolvidos em BIM. Luiz Pereira considera já ter deixado as empresas sem assertividade de custos e prazos.


“O começo foi muito difícil, mas agora conseguimos saber com precisão, em uma hora, todo o volume de concreto utilizado em um empreendimento.”


   O próximo passo é interiorizar serviços atualmente prestados pelas empreiteiras terceirizadas, como forma de aumentar ainda mais os ganhos de produtividade.




Matéria publicada pela  Revista Notícias da Construção do SinduCon-SP


 

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